
27/01/2008 23:13
Pequena Miss Sunshine

"De perto, nenhuma família é normal."
Esse é o tipo de filme que marca. Ele consegue fazer com que você se identifique com os personagens, com determinadas situações e ainda pense no assunto.
Pequena Miss Sunshine é doce, meigo, sensível e engraçado. Em alguns momentos, meus olhos encheram d'água, mas antes que eu pudesse me debruçar em lágrimas me fazia rir e sorrir.
Richard (Greg Kinnear) é o pai, que escreveu um livro de auto-ajuda sobre "como ser um vencendor". A atuação de Greg é maravilhosa, ele consegue ser extremamente irritante, a ponto de você querer entrar na tela e espancá-lo até a morte.
Sheryl (Toni Collette) é a típica mãe que no fim sobra todas as funções da casa, e ainda tem que resolver todos os problemas da família.
Dwayne (Paul Dano) é o filho mais velho que há 9 meses resolveu fazer um voto de silêncio. É meu personagem favorito no filme e não consigo falar dele sem estragar o que acontece, então não detalharei mais.
Olive (Abigail Breslin) é a doce e ingênua garotinha que sonha em ser miss, é a pertir dela que o roteiro toma forma, ela é o centro da história. Tão linda! Ela passava sinceridade em sua atuação, o que é difícil de encontrar em crianças, principalmente para um papel tão intenso como o dela.
O avô Edwin (Alan Arkin) é viciado em cheirar heroína. Ele é o responsável pelas cenas mais divertidas do filme e por ajudar a pequena Olive a realizar seu sonho.
E temos também o tio Frank (Steve Carell ), professor universitário que deciciu acabar com sua vida após desastres pessoais.
Uma família completamente desestruturada que tenta se unir para a realização do sonho de Olive. Nessa tentativa, eles descobrirão muitas coisas que são óbvias, fazem parte da vida de todos mas: "Fodam-se os concursos de beleza! A vida é um concurso de beleza atrás do outro."
enviada por Caterpillar
20/12/2007 00:40
Babel
Como um pequeno ato influencia outro?
Alejandro González Iñárritu, diretor também de "Amores Brutos" e "21 Gramas" [assisti apenas esse último citado], consegue prender aquele que assiste do começo ao fim.
São 4 histórias passadas em lugares diferentes que se cruzam de uma certa forma.
O filme é marcado por tragédias, que não me fizeram chorar, mas que conseguiram me deixar com falta de ar em determinados momentos.
Gosto da narrativa do Iñárritu. Estou louca para ver ""Amores Brutos".
Como sempre, antes de escrever minha crítica e defender ou acusar algum filme, olho primeiro o que pessoas comuns e alguns críticos falaram sobre. No caso de Babel está dividido entre aqueles que esperavam um filme "hollywoodiano" e os que entenderam mesmo o filme.
Alguns têm um certo preconceito com nudez em filmes, acham imoral e criticaram isso, o que é apenas um detalhe no caso de Babel, que no contexto da história da japonesa surda-muda é obrigação de ser explorado. Existe o sensasionalismo, e a exploração do nu para tentar prender o público, mas nesse caso é para mostrar em detalhes o que se passava com a garota e que você possa entender e sentir. Essa foi a história que mais me chamou a atenção e a que mais me deu pena.
Para sobrevivência da família, um pai compra um rifle que é dado para que seus filhos espantem os coiotes que matavam suas cabras, ato que ocasiona um desastre e faz com que ninguém saiba que os culpados são duas crianças, pensem que foram na verdade terroristas.
Um casal que passeia por Marrocos, vêem suas vidas mudarem novamente pois já estavam marcados por uma perda recente.
Uma empregada mexicana entra em apuros após levar os filhos de seus patrões para o casamento do seu filho no México.
Enfim, Babel é maravilhoso, e aquelas pessoas que não gostaram usaram simplesmente o argumento mais estúpido e que mostra o quão ignorante elas são: "Não entendi".
Ele é complexo sim, mas sua narrativa pede que você o veja até o final para que todas as peças sejam encaixadas.
Babel não é para qualquer público. Ele exige que você saiba ver com seus olhos, com os dos personagens e os das pessoas ao redor deles.
Maravilhoso!
enviada por Caterpillar
27/11/2007 22:00
Um Drink no Inferno 2

Um Drink no Inferno é um divertido filme de Robert Rodriguez com o roteiro de Quentin Tarantino, porém essa continuação [como várias] deixa a desejar. Scott Spiegel foi escolhido para ser o diretor, e a dupla Quentin/Rodriguez foram os produtores dessa sequência, que não segue a linha do anterior e parece se passar antes dos fatos do primeiro filme.
O começo é bem interessante com um falso filme no início [falso? se alguém souber que esse filme existe me avisa!]. A história é um tanto criativa, se formos observar os motivos e blábláblá. Faltou apenas aquela alienação do primeiro, o final desse é meio... "chato".
enviada por Caterpillar
21/09/2007 23:41
Mudanças no visual do blog.
Em breve pretendo colocar uma crítica por aqui sobre"Um drink no Inferno 2".
Estou com pouco tempo esses dias, mas logo pretendo atualizar isso.
enviada por Caterpillar
14/09/2007 21:04
Terra dos Mortos

Não sei o que está acontecendo comigo, devo estar doente, mas filmes de terror não me animam mais como antes.
Esse final de semana assisti a esse filme do mestre Romero. Falar mal dos zumbis nesse filme é pecado! ahahahahhaha
Por que? Porque quando se trata de zumbis, Romero pode tudo!
Não é o melhor que eu já vi dele, mas é bem interessante por tratar que os zumbis evoluíram. Gostei da idéia de que com o tempo eles começaram a compreender a situação.
Todo ser evolui, deveríamos esperar isso dos zumbis, mas como diz Nicotero (mestre da maquiagem), nos extras do DVD, algo do tipo: "Zumbis são mortos que andam, e eles têm dificuldade de andar, pois perderam a capacidade motora que possuiam antes", no filme há furos de alguns figurantes, o que não o torna ridículo, como no caso do Residente Evil 2, eles evoluíram só que não a ponto de parecerem "vivos" novamente.
Adorei a crítica social feita nesse filme, adoro quando fazem isso, e há muito tempo não via uma desse tipo.
Os zumbis estão em todas as partes, e para os humanos a única solução foi se fechar em uma fortaleza. Acreditando na incapacidade dos zumbis de pensarem, faz com que a entrada deles seja facilitada na cidade. É aí que começa a diversão! Pessoas correndo desesperadas, sem saber para onde irem. Zumbis arrancando membros, tripas, cabeças! Gritos, sofrimento, e a ganância de alguns que mesmo nos momentos mais críticos, só pensam no dinheiro.
Há um leve humor negro, e muito sangue rolando.
E isso é parte do que esperamos em um filme de terror.
Pelo menos me agradou, mas não me animou.
enviada por Caterpillar
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